Tirar as senhas da planilha e do WhatsApp, colocar num cofre, e operar com agentes sem deixar a chave na porta.
Pago por pessoa. Compartilhamento por área bem resolvido, suporte que responde e o modo de emergência para recuperar acesso. É o que a Expert usa.
Plano gratuito cobre uma pessoa com folga. Faz o essencial: guarda, gera, preenche e sincroniza. Time pequeno começa aqui sem culpa.
O pior cofre é o que você não instala hoje. Escolha um e siga a aula.
Cole numa sessão nova de Claude ou ChatGPT. Ela te entrevista e devolve a lista do que precisa entrar no cofre, na ordem certa.
Você é consultor de segurança da informação para pequenas e médias empresas, e vai me ajudar a mapear TODOS os acessos digitais do meu negócio antes de eu organizá-los num cofre de senhas.
Me entreviste, uma pergunta por vez, esperando minha resposta antes da próxima. Cubra estas frentes, uma de cada vez:
1. E-mail e ferramentas de trabalho do dia a dia.
2. Bancos, meios de pagamento e emissão de nota fiscal.
3. Sistemas da operação: CRM, ERP, sistema de atendimento, planilhas compartilhadas.
4. Redes sociais, site, domínio e hospedagem.
5. Contas de ferramentas de IA e chaves de API que meus agentes ou automações usam.
6. Fornecedores e terceiros que têm acesso a alguma coisa minha.
Para cada acesso, extraia comigo: (a) qual é, (b) quem na empresa usa hoje, (c) onde a senha está guardada hoje, (d) se tem verificação em duas etapas ligada, e (e) o tamanho do estrago se essa conta específica cair na mão errada — baixo, médio, alto ou crítico.
Se eu responder de forma vaga ("acho que o financeiro usa"), me faça descer ao concreto: nome da pessoa, nome do sistema.
No final, me devolva:
- Uma tabela com todos os acessos ordenados por criticidade.
- A lista do que entra no cofre PRIMEIRO (as cinco contas que, se caírem, param a empresa).
- A lista de contas que provavelmente têm senha repetida e precisam de senha nova.
- A lista de acessos de terceiros que eu deveria revisar ou revogar.
Não me proponha ferramenta nenhuma. Só o mapa.
Cole na sessão onde você já conversou sobre a sua empresa. Ela devolve o desenho dos cofres e quem entra em cada um.
Com base em tudo que você já sabe sobre a minha empresa, desenhe a estrutura de cofres compartilhados do meu gerenciador de senhas. Antes de propor, me pergunte o que faltar: quantas pessoas trabalham comigo, quais funções existem, quem hoje tem acesso a banco e a financeiro, e se há prestador de serviço ou agência com acesso a alguma conta. Depois me entregue: 1. A lista de cofres por área (ex.: Direção, Financeiro, Comercial, Marketing, Operação, Tecnologia), com uma frase dizendo o que mora em cada um. 2. Uma tabela de quem acessa o quê: pessoa x cofre x nível (só usar / usar e editar / administrar). 3. A regra do MENOR acesso possível: para cada pessoa, o que ela tem hoje que provavelmente NÃO precisa ter. 4. Quais contas devem ficar exclusivamente comigo, sem compartilhamento com ninguém, e por quê. 5. O que fazer com os acessos de prestadores externos: conta própria para cada um, nunca a minha. 6. Um roteiro de conversa curto — o que eu digo para o time ao anunciar a mudança, de um jeito que soe como organização e não como desconfiança. Seja concreto e use os nomes reais das pessoas e dos sistemas que eu já te dei. Nada de exemplo genérico.
Cole na sessão da sua empresa. Ela devolve os dois checklists prontos, com os nomes dos seus sistemas — para virar processo, não intenção.
Com base nos sistemas e nas áreas da minha empresa que você já conhece, escreva os dois checklists de acesso que vou adotar como processo fixo. CHECKLIST DE ENTRADA — o que fazer quando alguém começa a trabalhar comigo. Cada item deve dizer: o que fazer, em qual sistema (nome real), quem executa e em qual prazo. Inclua criação de conta no cofre, acessos por área conforme a função, verificação em duas etapas, e o combinado sobre nunca mandar senha em chat. CHECKLIST DE SAÍDA — o que fazer quando alguém sai. Mesma estrutura. Inclua remoção de acesso em cada sistema pelo nome, troca das senhas que a pessoa conhecia, revogação de chaves de API que estavam com ela, encerramento das sessões nos aparelhos, e o registro do que foi feito com data e responsável. Regras para os dois: - Ordene por urgência: o que precisa acontecer na primeira hora vem primeiro. - Marque quais itens são inegociáveis mesmo numa saída amigável. - Aponte os itens que hoje provavelmente ninguém faz na minha empresa, e o risco específico de cada um ficar de fora. - Sugira quem deve ser o dono desse processo, considerando o meu time. Entregue em formato de lista de conferência, pronto para eu colar num documento e usar na próxima contratação.
Cole na sessão da sua empresa. Ela devolve o plano do dia ruim e a rotina que impede o dia ruim de virar rotina.
Com base nos sistemas, chaves e pessoas da minha empresa que você já conhece, escreva dois documentos. DOCUMENTO 1 — PLANO DE RESPOSTA A VAZAMENTO. Uma página, linguagem simples, para qualquer pessoa do time executar sob pressão: - Como reconhecer que vazou (os sinais concretos, incluindo o caso de alguém ter mandado senha ou chave num grupo). - O que fazer nos primeiros 15 minutos, por sistema, na ordem — começando por revogar antes de investigar. - Quem avisar dentro da empresa e em que ordem. - Quando existe obrigação de comunicar cliente ou parceiro, considerando dado pessoal de terceiro. - O que registrar para ter prova depois: o que vazou, quando, o que foi trocado, por quem. DOCUMENTO 2 — REVISÃO TRIMESTRAL DE ACESSOS. Um roteiro de 30 minutos que eu rodo a cada três meses: - Quem tem acesso a quê hoje, e o que mudou desde a última revisão. - Contas de gente que saiu e continuam ativas. - Chaves de API criadas para um teste e nunca revogadas. - Acessos de prestadores e integrações antigas que ninguém usa mais. - Senhas repetidas ou fracas que o cofre já sinaliza. - Verificação em duas etapas que caiu ou nunca foi ligada. Para cada item dos dois documentos, diga o sistema pelo nome real e quem é o responsável. No final, me diga qual dia do trimestre faz sentido marcar essa revisão para ela realmente acontecer.
A lição não foi comprar ferramenta. Foi parar de compartilhar a mesma chave.
Segurança não é o que você instala.
É o que você deixa de improvisar.
Eric Luciano